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São Ludgero recebe Prêmio Fritz Müller na categoria de Tratamento de Efluentes

São Ludgero é Fritz Müller 2018 - Publicado em 08/11/2018 às 11:39 - Atualizado em 08/11/2018 às 17:23

       Uma noite em que o Meio Ambiente foi o grande vencedor. Assim foi a solenidade de entrega do Prêmio Fritz Müller na terça-feira, 06 de novembro, em Florianópolis. São Ludgero foi premiado na categoria Tratamento de Efluentes com o case “100% Esgoto Sanitário Tratado nas Áreas Urbana e Rural” desenvolvido a várias mãos. Em torno de 40 pessoas da cidade participaram do evento.

       Em sua 20ª edição, 17 instituições foram contempladas, 15 com troféu e duas com Certificado IMA de Gestão Ambiental por realizarem projetos voltados à sustentabilidade. O Prêmio Fritz Müller é concedido anualmente a instituições que apresentam projetos destinados à preservação da natureza e que vão além do determinado pela legislação. Em 2018, houve recorde de inscrições, 124 projetos de 85 organizações, 77% a mais que na edição anterior. Além das mudanças nas inscrições, este ano pela primeira vez o Instituto do Meio Ambiente (IMA) promoveu o concurso e não mais a Fatma, extinta em dezembro de 2017. Assim, a noite de entrega da premiação que contou com projetos vencedores de todas as regiões catarinenses foi de muitas comemorações.

       Durante a solenidade foi entregue também o Prêmio Raulino Reitz de Conservação da Natureza que teve este ano como homenageado o professor, advogado e ex-presidente da Fatma/IMA, Alexandre Waltrick Rates, escolhido por unanimidade entre os servidores do Instituto. Após ter uma atuação exemplar por mais de 12 anos no órgão ambiental, Waltrick deixou a instituição para se dedicar à advocacia, mas agora é eternizado como personalidade ambiental de Santa Catarina.

      O presidente do Instituto do Meio Ambiente, André Adriano Dick, agradeceu e parabenizou a participação de todos e salientou que todos os anos os jurados têm mais dificuldade para analisar e chegar ao resultado dos ganhadores pela qualidade dos trabalhos. “São projetos da menor até a maior instituição, em todas as partes do Estado, que mostram esse cuidado cada vez maior com a natureza, que fazem a diferença, promovem educação ambiental, conscientização e que têm como grande vencedor o meio ambiente”.

      Recebeu a premiação o prefeito Ibaneis Lembeck, o Iba, o ex-prefeito Matias Weber, o ex-diretor Jackson Buss e o atual Superintendente da Funasa em Santa Catarina, Adenor Piovesan. Entregou o prêmio, Volnei Weber, ex-prefeito de São Ludgero e Deputado Estadual Eleito.

 

“São Ludgero 100% Esgoto Sanitário Tratado”

      Com um total de 3,2 mil ligações na área urbana e mais de 600 instalações do Sistema Individual de Tratamento na área rural, São Ludgero alcançou 100% de esgoto sanitário tratado em todo seu território  no dia 22 de março de 2018, Dia Mundial da Água.  Esse foi o resultado de mais de 20 anos de investimentos em saneamento básico e saúde preventiva, e que em 2 de junho de 2015, teve seu ápice com o lançamento do  projeto “São Ludgero 100%  Esgoto Sanitário Tratado nas Áreas Urbana e Rural”,  durante as comemorações do aniversário da cidade,  tendo como meta acelerar os investimentos para que todas as famílias fossem beneficiadas com o tratamento do esgoto doméstico. “A preocupação e os investimentos com saneamento básico já somam vários anos no município. Houve um empenho de todas as gestões anteriores, favoráveis aos projetos de saneamento e a missão foi abraçada por várias mãos, tendo como foco a qualidade de vida da população e a responsabilidade com o planeta”, conta o prefeito de São Ludgero, Ibaneis Lembeck.

        A história de sucesso começou 1988, quando foi firmado o convênio para elaboração do Projeto de Esgotamento Sanitário entre a então Fundação Nacional de Saúde (Funasa) e o município. A primeira etapa de implantação do sistema de esgotamento sanitário foi inaugurada em 1995, com as redes coletoras na Margem Esquerda, primeira Estação Elevatória e a primeira Lagoa de Estabilização. Em 2002, a segunda etapa, e mais uma Lagoa de Estabilização entrou em funcionamento, ocorrendo sempre o crescimento gradativo na expansão de redes coletoras e da população atendida. Para garantir ainda mais eficiência ao tratamento dos esgotos, em 2008 entrou em operação  o  Reator UASB, com caixa de areia, gradeamento e leito de secagem. “Este tratamento preliminar tem por finalidade reduzir a carga de matéria orgânica em mais de 60% antes de chegar às lagoas, proporcionando no final do processo uma eficiência com índices muito próximos de 100%”, explica a Diretora Geral do Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae), Judite Peters Schurohff.

        Em 2006 o município já havia atingido o índice de 98% de cobertura na área urbana, mas para chegar ao percentual de 100% das residências, era necessário o Ministério Público autorizar redes de esgoto nas áreas consideradas irregulares. A administração municipal aderiu ao Programa de Regularização Fundiária Lar Legal, do Governo do Estado, o qual tem o objetivo de oportunizar as escrituras públicas. Com a adesão ao programa e o lançamento do projeto “São Ludgero 100% Esgoto Sanitário Tratado nas Áreas Urbana e Rural” a autorização foi concedida. “Os investimentos foram realizados, sendo que as redes de esgoto foram instaladas nas áreas irregulares, alcançando a meta estabelecida”, detalha o prefeito Ibaneis. Além disso, revisões nas redes em toda extensão da área urbana foram feitas pelas equipes do Samae e Vigilância Sanitária com o propósito de detectar e regularizar possíveis ligações clandestinas ou residências que ainda não estavam legalmente ligadas à rede de coleta para posterior tratamento do esgoto na Estação e Tratamento de Esgoto (ETE). A ETE está localizada bem no centro da cidade e é um local muito visitado por estudantes, professores, estudiosos de saneamento e gestores de outras localidades. “Consideramos como fundamental para chegarmos a este índice de cobertura com esgotamento sanitário no município, o aporte financeiro e apoio técnico da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) e o comprometimento dos gestores e técnicos municipais”, afirma a diretora,  Judite.

       Paralelo ao trabalho no perímetro urbano, também houve a necessidade de se investir no saneamento em localidades rurais, principalmente nas áreas de captação de água do Samae para abastecimento público. Foi desta forma que há 15 anos surgiu a parceria entre a Administração Municipal, Samae e Epagri (através do Projeto Microbacias). Por meio de análises de água realizadas nas propriedades rurais, verificou-se que a maioria estava com suas fontes contaminadas. Do ano de 2006 ao ano de 2014 foram instalados em torno de 260 Sistemas Individuais de Tratamento (SITs), o conhecido Kit Fossas Sépticas. E para atingir a meta de 100% das famílias, de 2015 a 2018 foram mais de 350 sistemas individuais instalados. A média de recursos públicos investidos, levando em consideração as peças, máquina e profissionais, chega a R$ 1.800,00 por família. “Foi um processo que exigiu muito empenho e diálogo para que os resultados fossem alcançados”, comenta o Secretário de Agricultura, Paulo Sérgio Lorenzetti. “No trabalho realizado na área rural é preciso enfatizar a saudável parceria com as Agentes Comunitárias de Saúde. Cada família realizou um cadastro e assumiu a responsabilidade de manutenção do sistema a cada dois anos, visando a permanência da eficiência do mesmo”, lembra a Secretária de Saúde, Nilva Schlickmann Pickler.

      O trabalho coordenado por um Grupo Gestor segue, inclusive, na parte de orientação e fiscalização junto às famílias rurais e também no perímetro urbano. “O projeto é da cidade e o trabalho segue com reuniões, investimentos e ações práticas para que todo o sistema continue eficiente”, finaliza o prefeito Ibaneis.

 


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