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A vida além do crachá: São Ludgero promove roda de conversa sobre saúde emocional no Setembro Amarelo

A vida além do crachá: São Ludgero promove roda de conversa sobre saúde emocional no Setembro Amarelo

Encontro no auditório do Samae alertou para a importância de reconhecer limites, recarregar as energias e fortalecer a rede de apoio no ambiente de trabalho.

Em alusão à campanha do Setembro Amarelo, focada na valorização da vida e na prevenção ao suicídio, a Prefeitura de São Ludgero promoveu nesta quarta-feira (09) um importante momento de reflexão e acolhimento. O auditório do Samae sediou uma roda de conversa conduzida pela psicóloga do CRAS, Maria Beatriz Nazário Wernke (CRP 12/24006), com o tema “A vida além do crachá: Como cuidar da nossa saúde emocional no dia a dia”.

O encontro foi desenhado como um espaço de respeito e liberdade, onde as experiências puderam ser compartilhadas sem julgamentos ou rótulos. Durante a dinâmica, a psicóloga destacou que o crachá mostra apenas uma função profissional (organizar, atender, cumprir prazos), mas nunca conta a história inteira de quem o carrega, lembrando que antes do cargo existe uma pessoa lidando com medos, lutos, cansaço e sonhos.

Utilizando a analogia de uma bateria, a profissional orientou os participantes a perceberem seus próprios limites antes que a energia chegue a zero. Ela explicou que sinais como irritabilidade, isolamento, falta de concentração e a sensação de estar funcionando no “piloto automático” são alertas claros de que o corpo e a mente estão operando no limite e precisam de uma recarga real.

Além de focar no autocuidado por meio de pausas e tempo de qualidade, a roda de conversa reforçou a importância do olhar para o outro. A psicóloga ensinou que se aproximar de um colega que não está bem exige perceber, perguntar de forma genuína, escutar sem comparações e ajudar a conectar a pessoa com o apoio necessário. A profissional ressaltou, ainda, que buscar ajuda é um ato de cuidado que não exige chegar ao limite, lembrando a disponibilidade da rede de saúde mental municipal, do SAMU (192) e do Centro de Valorização da Vida (CVV – 188).

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