Formação de dois dias reúne profissionais do município para aprimorar o acolhimento à revelação espontânea, a escuta especializada e evitar a revitimização de crianças e adolescentes casos vítimas de violência.
Com o compromisso de garantir um atendimento cada vez mais humano, seguro e integrado, a Prefeitura de São Ludgero está promovendo uma ampla Capacitação sobre Identificação, Acolhida e Encaminhamento das Situações de Violência contra Crianças e Adolescentes. O evento, dividido em duas etapas, ocorre nestes dias 14 e 15 de setembro, reunindo profissionais que atuam diretamente na linha de frente do atendimento infantojuvenil no município.
A iniciativa é uma realização conjunta entre o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), o Comitê da Escuta Protegida e a Secretaria de Administração, Finanças e Desenvolvimento Econômico. O projeto foi integralmente viabilizado com recursos do Fundo da Infância e Adolescência (FIA), demonstrando a aplicação assertiva das políticas públicas locais.
A programação foi estrategicamente dividida para abranger diferentes níveis de atendimento:
- Acolhida da Revelação Espontânea: Realizada na tarde de ontem (14), no Centro Cultural Multiuso, a etapa reuniu representantes de todas as esferas que prestam atendimento a crianças e adolescentes na cidade.
- Escuta Especializada: Ocorrendo durante todo o dia de hoje (15), no auditório do SAMAE, este módulo é direcionado especificamente aos técnicos de referência de cada unidade de atendimento.
As formações estão sendo conduzidas pela Dra. Juliana Gomes Fiorott, psicóloga (CRP 12/16611) e Doutora em Psicologia, especialista na interface com o direito, serviço social e acolhimento institucional.
Prevenção à revitimização e fluxos atualizados
Realizada de forma continuada em São Ludgero desde 2019, a capacitação é um pilar essencial para a atualização e o fortalecimento da rede de proteção. O principal objetivo é garantir que, diante de qualquer suspeita ou relato de violência, a criança ou o adolescente seja acolhido de forma técnica e segura. Aprimorar os fluxos de atendimento evita a “revitimização” — ou seja, reduz ao máximo o desgaste emocional e a necessidade de a vítima repetir o relato traumático diversas vezes.
A presidente do CMDCA de São Ludgero, Romelania Alexandre Raduvanski, destaca a importância da continuidade dessas ações para o município:
“Por trás de cada palavra de uma criança, pode existir uma história que precisa ser acolhida. Garantir que a nossa rede municipal seja um espaço seguro e preparado para essa escuta é o nosso dever. Quando escutamos com cuidado, respeito e sem julgamentos, nos tornamos parte ativa da proteção. Essa capacitação contínua mostra que São Ludgero não abre mão de ter profissionais altamente qualificados para agir com responsabilidade e transformar a realidade dos nossos jovens”, afirma a presidente.
A continuidade dessas formações reflete o esforço da Administração Municipal na construção de uma rede cada vez mais sólida, integrada e pronta para assegurar de forma irrestrita os direitos das crianças e adolescentes são-ludgerenses.




